quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Crenças: As minhas e as nossas, o Amor Muda.


Sou evolucionista
Vos criacionista
Sou cético
Mas acredito no amor étnico

Es ligada às crenças
Aos vossos dogmas cristãos
Beleza certa, politicamente correta
Religiosamente bela

Sou seu anticristo
Seu desejo incumbido
No seu olhar vejo o medo, o temor.
Tens medo de me amar
Teme se apaixonar

Tens temor aos castigos divinos
Por isso não se entrega aos prazeres carnais
Por isso não a tenho
Mas por ti mudo
Creio, recrio
Meus conceitos, dogmas
Passo de anticristo
Para seu cristo
Evoluo para ser criador
Cuidador do seu amor
Torno-me um criacionista
Até leio o seus evangelhos
Só para ver seu sorriso singelo
Tudo para ter o seu amor
E ver o sol se por
Junto do meu amor.

                O Poeta Iniciante

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Despedida


O tempo passa
 Enquanto voce o amassa
 Não o deixa viver
 E faz ele sofrer

Assim voce trata meu coração
 Toda vez que me diz "não"
 Acaba com meus pensamentos
 E os joga ao vento

Sigo cantando,
 esperando,
 amando,
 e por voce chorando

Por isso despeço
E a Deus peço
 Por voce minha amiga..
 Despedindo de minha vida

              (O Novo Poeta)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Clarice Lispector - Das Vantagens de ser Bobo

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir, tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando”.
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer.
Resultado: não funciona.
Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro.
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto estar  tranquilo.
[...]
É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo
.



(créditos ao bloguedospoetas.blogspot.com)

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pensando de Mais Senhora menina Ma.

Andando, Pensando
Pensando, Andando
Andando, Existindo

Vivendo, Sabendo
Sabendo viver
A cada dia
Passando os dias

Indo e vindo
Voltando e retornando

Todo o meu ser
Que parece ser inconstante
Por um motivo ate o instante meio revoltante

Ter é inconstante
Querer é todo Instante
Poder só se for um instante
Nos devaneiros do córtex
De um ser brilhante...

         (O Poeta Iniciante)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pobre Amor de Aluísio Azevedo

Calcula, minha amiga, que tortura!
Amo-te muito e muito, e, todavia,
Preferira morrer a ver-te um dia
Merecer o labéu de esposa impura!

Que te não enterneça esta loucura,
Que te não mova nunca esta agonia,
Que eu muito sofra porque és casta e pura,
Que, se o não foras, quanto eu sofreria!

Ah! Quanto eu sofreria se alegrasses
Com teus beijos de amor, meus lábios tristes,
Com teus beijos de amor, as minhas faces!

Persiste na moral em que persistes.
Ah! Quanto eu sofreria se pecasses,
Mas quanto sofro mais porque resistes!

Ilusões Comparadas


Uma mágica te engana e sentimos prazer ao ver
Uma mulher te ilude e sentimos paixão pelo ser
Uma mágica te impressiona
Uma mulher te pressiona

Na mágica vê a ilusão
Na mulher só a expressão
A mágica bela
E ela tão sincera

Na mulher “amor” de Azevedo
Na mágica um desespero
Mas uma conclusão tudo não passou de ilusão.

(Paulo Junior/o poeta iniciante)

Conto de fada

Em busca a comparar 

Meu amor só pode
Ser comparada

A uma coisa
Um conto de fada 
Pois teve o seu “Era uma vez”
E como uma princesa você apareceu
E logo meu coração estremeceu
Ao abrir a boca para falar
Me fiz um mundo criar 
Mundo esse que não existe tristeza
Muito menos pobreza
Ao contrario as lagrimas a cair
Era você a sorrir 
E com ao passar dos dias
Só aumentava minhas alegrias
Até certo dia esse mundo desmoronar
Quando você queria acabar
Meu mundo a ruir
Minhas lagrimas a cair
E em meio a tanta dor

Apenas uma escolha restou
A vida continuar

E outro amor encontrar. 

                                                                                                               (O novo poeta)